sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Watchmen



Único "quadrinho" vencedor do Hugo Award -prestigiado prêmio da fantasia e ficção- e a aparecer na lista dos 100 melhores romances da história, publicada pelo "The New York Times", a graphic novel Watchmen, que tem adaptação para o cinema já com data prevista (março de 2009), coleciona desde sua estréia uma longa lista de glórias. Lançada pela DC Comics entre os anos de 1986 e 1987 em doze edições mensais, a obra foi grande responsável (junto aos trabalhos de Frank Miller e Neil Gaiman) pela atração do público adulto para o mundo dos quadrinhos.


Idealizada pelo aclamado escritor Alan Moore ("V de Vingança", "Do Inferno", "A Liga Extraordinária") e ilustrada por Dave Gibbons (conhecido até então pelas ilustrações de "Lanterna Verde") a trama busca mostrar um lado mais obscuro e menos glorioso dos heróis.


Passada nos Estados Unidos dos anos 80, a história tem como pano de fundo uma Guerra Fria muito mais delicada do que a real e com o clima de insegurança ainda maior por parte da população. A aventura começa quando Rorschach -um justiceiro mascarado clandestino- começa as investigações do assassinato de um ex-mascarado. Desconfiado de uma conspiração contra antigos justiceiros, o personagem começa a revirar o passado de outros vigilantes, agora aposentados e longe do passado de combate ao crime.


Watchmen deve seu sucesso a diversos fatores além dos tradicionais cuidados com ilustração clara e roteiro trabalhado. A obra recebeu cuidado muito especial em relação a construção psicológica dos heróis. Aliado à ausência -quase total- de cenas de violência (muito comuns a outros títulos adultos) e de super-poderes, tal cuidado fez com que Watchmen rompesse todos os limites e lugares comuns do gênero para se tornar uma obra poderosa, que avalia os seres humanos e sua necessidade histórica por heróis anônimos e arbitrários.


Segundo parecer da DC Comics, Watchmen é atualmente o quadrinho de maior sucesso em vendas, lucrando alto até hoje, graças ao grande sucesso entre leitores mais maduros e principalmente entre os que nunca tiveram contato com quadrinhos, pois a história poderia muito bem ter se tornado filme, série de TV ou livro.


Por acaso virou quadrinho e não por acaso virou um clássico.

domingo, 14 de setembro de 2008

Tarde com Rubim Santos Leão de Aquino


Na tarde da última quarta - feira ( 17/09/2008 ) , o renomado professor de história , Rubim Santos Leão de Aquino , autor de livros famosos e respeitados como o História das Sociedades , esteve no Colégio Pentágono , em Vila Valqueire , onde palestrou , aos aproximadamente cem alunos que lotavam o auditório , sobre 68 , ditadura militar e variantes.

Por volta das duas da tarde , se deu início ao que viria ser uma verdadeira aula sobre a história do Brasil . Nas primeiras uma hora e meia de palestra , Aquino discursou sobre o ano que não terminou , como diria Zuenir Ventura , de forma livre e clara , correlacionando suas consequências com os atuais dias e intercalando com algumas curiosidades dignas de quem é um verdadeiro livro de história humano .

Depois de um exímio show de conhecimento , foi a vez de se abrir o debate à plateia de alunos que fizeram suas perguntas . Novamente , demonstrando toda sua capacidade , o professor respondeu à todas as dúvidas , mostrando toda sua atualização constante , pois lançou mão de citações de variados jornais e revistas , e até opinou sobre atualidades como eleições 2008 e a revisão da lei da anistia , proposta pelo ministro Tarso Genro há pouco tempo , tendo em vista o julgamento dos torturadores da época em que o país estava sob o regime militar.

Ao final da sabatina , após ser aplaudido por alunos , foi a vez de o autor distribuir seus autógrafos - criativos e muito elogiados por todos que obtiveram o seu - provando mais uma vez ser , além de um grande intelectual , uma verdadeira simpatia de pessoa !

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Maré (2008) - Adriana Calcanhotto


Depois de lançar dois Cd's destinandos ao público infantil e ficar um tempo com o sobrenome Partimpim , Adriana Calcanhotto , a rio-grandense mais carioca do Brasil , está de volta no mundo de músicas para adultos . E claro , esbanjando talento .

Em seu novo álbum , Maré (2008) , o segundo da trilogia do mar , iniciada em Marítmo (1998) , a doce vampira mostra que , além de saber fazer muito bem música e poesia , sabe unir os dois da melhor forma possível . Com um estilo bem música popular brasileira à calcanhotto , o novo Cd consegue superar qualquer expectativa , não deixando nada à desejar em relação à qualquer outro grande sucesso da gaúcha .

Destaques para as músicas "Mulher sem razão" e "três" , que foram incorporadas à trilha sonora de "A favorita " e "Ciranda de Pedra" , respectivamente . Fazendo jus à sua fama entre os noveleiros ,de quem ja teve outras cinco músicas abduzidas por novelas .

Vale ressaltar também "Porto Alegre" que , muito bem ritmada , brinca de mitologia e faz o repeat ser apertado algumas vezes . E "seu pensamento" que explora o mais esplêndido de poesia moderna e - por que não ? - com um leve tom erótico .

Mais uma vez Adriana mostra que é , definitivamente , uma das melhores no atual cenário nacional . E digo mais : Nem tapando as orelhas para resistir aos encantos dessa sereia...